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Vorcaro Diz em de Delação que Grupo de Jaques Wagner Recebia R$ 3 Milhões por Mês em Propina

Foto do escritor: bahiapauta
bahiapauta
há 1 dia
2 min de leitura

Atualizado: há 15 horas

FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO

O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em uma proposta de delação premiada que um grupo político ligado ao senador Jaques Wagner (PT-BA) recebia R$ 3 milhões por mês em propina. A informação foi revelada nesta quinta-feira (25) e consta de material apresentado pelo banqueiro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

A acusação, contudo, não foi acompanhada de elementos considerados suficientes para comprovar os supostos pagamentos. A proposta de colaboração premiada foi rejeitada pela Polícia Federal e pela PGR.

Segundo o relato, Vorcaro não teria presenciado diretamente os pagamentos. Ele afirmou que tomou conhecimento do suposto esquema por meio de seu ex-sócio Augusto Lima, que nega a acusação.



Wagner é investigado no caso Master

Jaques Wagner já é investigado no contexto do caso Master, que reúne suspeitas sobre relações financeiras e políticas envolvendo Vorcaro, empresas ligadas ao banco e pessoas próximas ao senador.

O senador nega irregularidades e afirma que não recebeu dinheiro do Banco Master. A defesa de Wagner também contesta as acusações relacionadas ao caso.

Investigações da Polícia Federal mencionam ainda pagamentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões feitos a uma empresa ligada à família do senador. A existência das movimentações, porém, não comprova, por si só, que os valores tenham origem criminosa ou que representem pagamento de propina.


O que diz a proposta de delação

Na proposta apresentada às autoridades, Vorcaro teria descrito um sistema de repasses mensais que alcançaria integrantes de um grupo político na Bahia. O valor citado seria de R$ 3 milhões por mês.

O ex-banqueiro, entretanto, teria deixado claro que não acompanhou pessoalmente as supostas entregas e que seu conhecimento teria vindo de informações repassadas por Augusto Lima, antigo sócio e dirigente ligado ao Banco Master.

A ausência de elementos de corroboração foi um dos fatores considerados pelas autoridades para rejeitar o acordo de colaboração. Uma proposta de delação, por si só, não representa condenação nem comprova automaticamente os fatos relatados.


Repercussão política na Bahia

A revelação ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026 e amplia a pressão sobre o grupo político ligado ao Partido dos Trabalhadores na Bahia. O caso Master já vinha sendo utilizado no debate político estadual por causa das relações de Vorcaro com empresários, autoridades e parlamentares.

As novas acusações também devem provocar reações entre aliados de Wagner e adversários do PT. Até o momento, os envolvidos negam as irregularidades ou afirmam que os relatos não foram comprovados.


O que ainda precisa ser esclarecido

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República ainda podem analisar individualmente as informações apresentadas na proposta, mesmo após a rejeição do acordo de delação.

Será necessário verificar se existem documentos, mensagens, registros financeiros ou depoimentos independentes capazes de confirmar ou afastar os relatos de Vorcaro. Sem essa comprovação, as acusações permanecem no campo das declarações feitas pelo ex-banqueiro durante uma tentativa de obter benefícios legais.



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